- Em movimento contrário ao Brasil, o console ganha mais adeptos e PC também tem crescimento, mas smartphone segue como a plataforma principal; Geração Z já é a maioria dos consumidores de jogos digitais na América Latina; 48,8% afirmam que talvez comprariam jogos feitos com elementos de Inteligência Artificial, mas 40,6% se preocupam com a precarização do mercado.
- Hoje, durante a gamescom latam 2026 em São Paulo, a Pesquisa Game Brasil apresentou o painel “O Que Motiva os Gamers Latino-Americanos?” e também o estudo PGB Latam 2026, com as informações atualizadas sobre a relação do público latino-americano com os jogos digitais, seus hábitos de consumo e o perfil dos gamers da região. No total, 7.202 participantes de cinco países da América Latina - Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru - responderam à pesquisa.
- Este ano, a PGB Latam registrou que, com exceção da Argentina, todos os demais países da região tiveram alterações nos números de jogadores e de consumidores de jogos digitais. Atrás do Brasil (com 75,3%), chegam os argentinos (marcando 74%), seguidos pelo Peru (73,2%), México (que teve uma queda em comparação a 2025 e registrou 70%), Colômbia (68,7%) e Chile (68,2%). “Observamos que essas variações nos percentuais não têm relação direta com jogos da sorte, como foi o caso do Brasil, mas também com fatores socioeconômicos de cada região”, diz Carlos Silva, CEO da GoGamers (idealizadora da PGB Latam).
- Um dos dados que se assemelham às informações brasileiras é que a Geração Z já é a maioria dos jogadores na América Latina: em média, o gamer latino-americano é representado pela Gen Z (47,5%), que cresceu em relação a 2025 em 12,2%. O país que mais concentra Millennials gamers é o Chile (40,3%), enquanto Peru, México e Colômbia são os países com maior volume de jovens da Gen Z (58,4%, 51,8% e 48,1%, respectivamente). A Argentina é o país mais equilibrado entre Geração Z (37,8%) e Millennials (35,6%), similar ao público do Brasil.
- Ao entrar no assunto de plataformas mais usadas para jogos digitais, o consultor da GoGamers Mauro Berimbau observa no estudo que houve um crescimento do uso do PC e do console na América Latina como um todo: enquanto, em 2025, PC e console estavam quase empatados com 16,4% e 16,5% da preferência, respectivamente, este ano os números aumentaram para 17,5% de preferência pelo PC e 19,5% de adeptos do console. “Claro que, assim como no Brasil, o smartphone é a plataforma preferida em praticamente todos os países, mas vale destacar que a Argentina e o Peru foram os países com maior crescimento em PC que observamos durante a apuração da PGB Latam 2026, chegando a 25,7% e 24,3% dos usuários, respectivamente”, afirma. “Em compensação, a Colômbia se destaca este ano pelo crescimento no uso de consoles, com 18,9% da preferência”.
- Outra tendência que foi observada na PGB brasileira e na PGB Latam este ano foi um leve crescimento do público feminino no PC, o que indica uma potencial expansão da experiência desse perfil: de acordo com o estudo, 59,1% dos homens e 40,9% das mulheres dão preferência ao consumo de jogos digitais no computador. As mulheres seguem como a maioria das consumidoras de games para smartphone (62,7%), e os homens, para console (61,8%).
- A PGB Latam 2026 também abordou com os jogadores latinos sobre o uso de Inteligência Artificial nos games. 40,6% dos entrevistados se preocupam com a perda de empregos e precarização do trabalho criativo por conta da implementação da IA no mercado de jogos digitais, 36,2% estão em alerta com os direitos de uso indevido do trabalho de artistas e criadores graças à IA, e 35,8% temem uma queda da qualidade dos jogos, deixando-os “sem alma”.
- Entretanto, assim como no Brasil, o público latino-americano também não vê o uso de IA nos jogos de forma agnóstica: 25,7% dos participantes do estudo dizem que considerariam comprar um jogo que fosse feito majoritariamente com IA, e uma parcela significativa (48,8%) diz que talvez consumiria games assim.
- Mais um ponto significativo observado pela PGB Latam 2026 foi sobre a jornada de compra em países latino-americanos: “Identificamos este ano que o jogador latino-americano mudou os seus hábitos de compra, de forma que 25,8% dos participantes da pesquisa indicam que compram menos jogos no lançamento e topam aguardar mais tempo para ter acesso a descontos especiais”, diz Carlos Silva. “Mesmo quando um produto é do seu interesse, 20,8% dos latinos só vão adquiri-lo meses depois esperando por promoções vantajosas , e apenas 17,5% compra um game no lançamento, mas se tiver algum diferencial como descontos na semana de estreia, por exemplo”.
- Durante o painel da gamescom latam 2026, além de apresentar os dados mais recentes, Carlos Silva e Mauro Berimbau também anunciaram exclusivamente que a pesquisa “GTA VI: Hype, consumo e cultura gamer” será realizada na América Latina ainda este ano. O estudo foi aplicado pela primeira vez em 2025 no Brasil pela GoGamers e trouxe insights inéditos sobre o game que já está mexendo com a indústria antes mesmo de seu lançamento.
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